História

CAPITÃO MANOEL CORDEIRO DA SILVA
 
Tudo começou com o Capitão Manoel Cordeiro da Silva, nascido em 1805 na cidade de Rio de Contas, estado da Bahia, era filho de portugueses que se instalaram na região das minas da cidade de rio de Contas, em meados de 1870 casou-se com uma jovem chamada Carlota Alves natural de Curralinho de Livramento atualmente Dom Basílio, a jovem pertencia às duas famílias mais importantes da cidade a Alves e a Gomes.
 
O casal então fixou residência no município de Santo Antônio da Barra atualmente a cidade de Condeúba.
 
Quando se estabilizou na cidade tornou-se um fazendeiro de grande influência em termos políticos e sociais, era respeitado por todos na comunidade onde vivia pelo seu caráter e dignidade. Homem bem sucedido, era dono de vastas extensões de terras onde desenvolvia a agricultura e a criação de gado.

Residia com sua família na fazenda denominada Boa Vista que estava localizada ao sopé da serra das Inhaúmas. Sua esposa Carlota era fiel, dedicada e companheira firme e sempre ajudou o esposo, cuidava dos afazeres da casa e criação de seus dez filhos: Zeferino, Bernardino, Rodrigo, Joaquim, José, Manoel, Rita Angélica, Maria Rosa, Maria e Ana Maria.
 
Com o passar dos anos o Capitão Manoel Cordeiro da Silva edificou uma capela pordespacho proferido em 10 de fevereiro de 1874 pelo Arcebispo D. Manoel Joaquim da Silva. Esta capela foi consagrada como Capela do senhor da Boa Vida, ela foi erguida a três léguas da cidade de santo Antônio da Barra, ficando concluída em 29 de Abril de 1876, no dia 20 de junho de 1883, foram colocadas as imagens sendo o santuário consagrado na data comemorativa de 11 de Agosto.
 
Passando-se duas décadas, em 1894, surgiu outro povoado ao qual foi denominado pelo Capitão, de Candeal, devido em uma espécie de trigo que produz uma farinha muito alva, naquele tempo a cidade era o 7º Distrito de Condeúba e em 18 de Agosto de 1928 ele foi criado e registrado em ata pela lei nº 2145/1928, e em 10 de dezembro de 1928 houve a primeira eleição para juiz de paz no distrito de Candeal, sendo Roberto Alves de Oliveira (61 votos), Antonio José Pena (53), José Capuchinho (45 votos), Terêncio José de Oliveira (10 votos), Manoel Cordeiro de Oliveira (07 votos) e Marcolino José Ribeiro (06 votos), naquela época era um vai e vem de troca de poderes, o então prefeito da época, de Condeúba, para vingar do coronelismo da cidade de Candeal resolveu registrar aqui a cidade com o nome de uma arvore na qual era conhecida como pau sem folha,“MANDACARU”, com toda essa desunião houve antes da emancipação uma disputa por poderes e assim que emancipou, a eleição foi entre Joaquim Gonçalves ( que na época era vereador em Condeúba) e Jacinto Brás .

Em novembro de 1938, pelo Decreto Lei nº 11.089, o Distrito de Candeal passou a se chamar de Cordeiros e em 1961, tornou-se um município autônomo, desmembrado do município de Condeúba, o nome Cordeiros foi em homenagem ao seu fundador Capitão Manoel Cordeiro da Silva, homenagem feita pelo então deputado Estadual Dr. José Ademário Pinheiro, em 1961 quando desmembrou a Vila.
 
O Capitão Manoel Cordeiro da silva, faleceu aos oitenta e dois anos de idade, em sua fazenda Boa Vista no dia 05 de agosto de 1887, o mesmo foi sepultado na Capela do Senhor da Boa Vida que o mesmo mandou erguer, na sua lápide estava escrito “ Fundador não só do santuário como da cidade de Cordeiros”
 
Então em 26 de Março de 1889, as 15 horas e 30 minutos aos setenta e dois anos de idade falece Dona Carlota Alves Cordeiro da Silva, esposa do capitão na fazenda Boa Vista. A mesma então foi sepultada na mesma capela ao lado do esposo.
 
Hoje a capela já não existe mais, foi construída outra no local, e quanto ao cemitério onde estavam sepultados os ilustres cordeirenses também foi removida, não se sabe o que foi feito com as lápides e as ossadas retiradas na época. A capela depois de sua 1ª reforma, dentre inúmeros párocos que pela cidade passaram desde que foi construída, muitos contribuíram e destacaram como Padre Valdemar Moreira da Cunha, Dom Homero Leite Meira, Ladislau Klener, Darcílio, Paulo, Francisco, Vicente, Guiliano, Osvaldino, Waldech, Manoel, Antonio Alberto, Ademar e Tizziano.